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Pesquisa do Trata Brasil aponta oportunidades para tratamento e saneamento de água

10/10/2013


O Instituto Trata Brasil divulgou nessa quarta-feira, 2 de outubro, dados que apontam oportunidades à indústria de saneamento e tratamento de água. Segundo José Eduardo Gobbi, coordenador da Comissão Setorial de Saneamento e Tratamento de Água da Abiquim, que trabalha em parceria com a instituição, o setor químico brasileiro oferece os produtos com toda a garantia e segurança de eficácia para o tratamento da água. “Graças aos investimentos realizados em tecnologias sempre atualizadas para aplicação nos processos de tratamento de água, a indústria química brasileira está altamente capacitada para oferecer às concessionárias produtoras e distribuidoras produtos excelentes, normalizados pela Abiquim, a fim de enquadrá-los não apenas aos padrões de qualidade, mas também para respeitar o meio ambiente”, afirma Gobbi. O especialista ressalta que o tratamento adequado é indispensável para o uso eficiente da água pela indústria e na prevenção de doenças, como cólera, leptospirose e hepatite, podendo, assim, representar uma economia considerável no serviço de saúde pública. 

Na opinião do presidente-executivo do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos, é essencial garantir a qualidade dos produtos usados no tratamento, para assegurar o suprimento da demanda e o respeito às normas do Ministério da Saúde. “No geral, a qualidade da água é boa, mas o controle é essencial. Exigir critérios de qualidade na compra dos produtos a serem usados na purificação da água também é fundamental”, alerta.

De acordo com a pesquisa do Trata Brasil, em 2011, as cem maiores cidades do País, onde vive 40% da população (78 milhões de brasileiros), geraram mais de 5,1 bilhões de metros cúbicos (m3) de esgoto. Desses, mais de 3,2 bilhões de m3 não receberam tratamento. Segundo o documento, a média de perdas financeiras com a água para as cem maiores cidades foi de 40,08%. Conforme dados de 2011 do Ministério das Cidades, dois em cada dez brasileiros ainda não recebem água potável. Os números do Trata Brasil mostram que a coleta de esgoto nos municípios pesquisados atende apenas 61,40% da população. Apesar do baixo índice, a porcentagem ainda é maior do que a média do País, que fica em 48,1%.

Para Édison, um dos grandes desafios do tratamento é fazer com que os processos de purificação consigam retirar os diferentes poluentes incorporados na água a ser tratada, como substâncias provenientes de medicamentos eliminados pelo corpo ou que são jogados nos esgotos pela população, além de poluentes derivados da decomposição de materiais nos rios e lagoas. 

Em 2013 é celebrado o Ano Internacional da Cooperação pela Água, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Em virtude disso, a Abiquim está realizando uma série de reportagens buscando conscientizar sobre a importância do tratamento adequado da água.